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	<title>Dra. Maria del Mar</title>
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	<description>Psicologia &#38; Psicoterapia Somática</description>
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	<title>Dra. Maria del Mar</title>
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		<title>Psicossomática</title>
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		<dc:creator><![CDATA[nucleodigital]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Jan 2021 00:02:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicossomática]]></category>
		<category><![CDATA[mental]]></category>
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					<description><![CDATA[“O corpo adoece para nos dizer que há coisas que fazemos, comemos, tomamos, contactamos, que nos fazem mal. Então o corpo entra em desequilíbrio. O corpo é um campo informacional e habitualmente a doença não chega para matar-nos, ela chega sim para nos proteger, para que alteremos algo”. No fundo do que se trata é [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“O corpo adoece para nos dizer que há coisas que fazemos, comemos, tomamos, contactamos, que nos fazem mal. Então o corpo entra em desequilíbrio. O corpo é um campo informacional e habitualmente a doença não chega para matar-nos, ela chega sim para nos proteger, para que alteremos algo”.</em></p></blockquote>



<p>No fundo do que se trata é da criação de circunstâncias físicas, mentais, genéticas, transgeracionais que levam ao problema. Cada vez temos mais evidências que confirmam que as doenças têm um componente psicológico e emocional, embora a percentagem das mesmas possa variar.&nbsp;</p>



<p>O conceito de psicossomática humanista é muito amplo, o que é muito interessante do ponto de vista do psicoterapeuta porque embora não possamos alterar o ato médico- não vamos alterar ou suprimir a medicação &#8211; podemos fazer um diagnóstico somático do que a pessoa tem num simples ato psicoterapêutico em contexto de consultas.&nbsp;</p>



<p>O corpo é um campo informacional e habitualmente a doença não chega para matar-nos, ela chega sim para nos proteger, para que alteremos algo. O Jung já dizia que a doença nasceu para curar o homem. Enquanto estou doente eu posso parar e questionar-me – como me alimento, como me relaciono, o que preciso?&nbsp;</p>



<p>As vezes é mais fácil adoecer o corpo que a mente, não é por acaso que sabemos que muitas pessoas com doenças mentais graves, sobretudo psicoses ou esquizofrenias, raramente adocem organicamente, e isso é muito interessante porque é uma forma quase de abandonar o corpo porque onde dói, nas emoções mais primárias é no corpo, se eu abandono as minhas emoções mais primárias, abandono o corpo.</p>
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		<title>Reflexão e final de ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[nucleodigital]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Jan 2021 00:22:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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					<description><![CDATA[Queridos Amigos, Colegas, Alunos, todos . Compartilho minha reflexão deste tempo &#8211; final de ano. Convivem em mim, várias partes que tentam dialogar entre&#160; si. Confesso que, como ser humano perfeitamente imperfeito que sou, às vezes, não sei, qual dessas partes é a mais certa ou a que pedido urgente tenta dar resposta. São&#160; muitos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Queridos Amigos, Colegas, Alunos, todos .</p>



<p>Compartilho minha reflexão deste tempo &#8211; final de ano.</p>



<p>Convivem em mim, várias partes que tentam dialogar entre&nbsp; si.</p>



<p>Confesso que, como ser humano perfeitamente imperfeito que sou, às vezes, não sei, qual dessas partes é a mais certa ou a que pedido urgente tenta dar resposta. São&nbsp; muitos os pedidos&#8230;conscientes,&nbsp; inconscientes&#8230; do mundo fora, do mundo dentro. A maior parte do tempo , urgentes.&nbsp;</p>



<p>A supremacia da actividade, da productividade e do consumo a que a sociedade nos leva ,confesso que&nbsp; me lança num cansaço que vai para muito além do corpo. E no&nbsp; tempo em que o cansaço me convida à rendição e aceito, saio da hipnosis colectiva e me inundam muitas perguntas. Às vezes encontro sim, respostas e encontros profundos, sobretudo comigo e me dou as boas vindas. Tudo fica mais claro. E respiro ou melhor, suspiro e logo respiro melhor.</p>



<p>Durante este 2020 tenho acompanhado na minha vida pessoal e na Psicoterapia, direta e indirectamente : drama; loucura;&nbsp; indignação;&nbsp; alegria; surpresa; mentiras; confusão;&nbsp; choque;&nbsp; luto; encontro; desencontro;&nbsp; dor de solidão;&nbsp; alegria por finalmente estar só;&nbsp; falta de abraços; abraços furtivos; morte; renascimento; desolação; tristeza; saudades; compaixão;&nbsp; gratidão&#8230;.poderia seguir muito mais.</p>



<p>Nada disto será totalmente extranho para nenhum de vocês&#8230;.. são coisas do Humano..</p>



<p>Por vezes, durante este tempo,&nbsp; pensei e senti a necessidade de fantasiar,&nbsp; retirar-me para algum lugar isolado na natureza.&nbsp; Deleitar-me até o final dos meus dias com um jardim de flores, árvores variadas, plantas medicinais, uma horta biológica,&nbsp; uma casa pequena , música e muitos livros&#8230;&#8230;e também não&nbsp; é novo e não só é uma fantasia de 2020 &#8230; aparece mais quando o cansaço de estar cansada não encontra no corpo, nem que seja por momentos, um contentor contente.&nbsp;</p>



<p>Penso muito na finitude, na morte. Reflicto sobre ela, com a amabilidade de que sou capaz.&nbsp; Leio, escuto, fico em silencio com o meu sentir interno e barulho dos meus pensamentos.&nbsp; Deve ser também o efeito natural dos 50 anos que estou prestes a completar.&nbsp;</p>



<p>Durante este ano provavelmente, ficou mais dificil estar&nbsp; &#8221; confortável &#8221; nesta pseudo confortável sociedade de constantes urgências. De constante cansaço,&nbsp; de tantas pseudo necesidades desejadas mas não essenciais de tudo,&nbsp; que hipotecam a nossa vida tao rápidamente, que nos lançam na auto negação para não tomar contacto com a falta de contacto.</p>



<p>&nbsp;Neste momento de crise , como em toda crise, há essa possibilidade de despertar. Há perigo e também oportunidade. Mesmo que sejam momentâneas ráfagas de ar livre, cálido e com tempo para saborear a sua frescura e pureza. O simples e puro aparece e podemos ver e sentir a sua verdade.&nbsp;</p>



<p>Ficamos extasiados com a natureza que teve um respiro pela ausencia de alguns meses da ação e destruição do ser humano, pelo confinamento, de assistir&nbsp; ao mundo animal mais espontâneo,&nbsp; das saudades do simples,&nbsp; do toque, das conversas e partilha física presentes.</p>



<p>De mais conversa de coração,&nbsp; de mais gratidão,&nbsp; mas a urgência,&nbsp; a pressa e a supremacia da actividade e produtividade continua e, em muitos casos ainda acelerou mais, ao mesmo tempo que outros muitos ficaram em suspenso, sem ar nos pulmões, nas suas vidas, nos seus projetos… acelerou para muitos, travou para muitos.</p>



<p>Sou mãe de três maravilhosos jovens, de 21, 19 e 14 anos. Estou com o meu companheiro de vida há 30 anos . São parte vital do meu coração e alma.&nbsp;</p>



<p>Sou Psicologa, Psicoterapeuta e Formadora há uns 25 anos.&nbsp;</p>



<p>Se paro de verdade e me dou essa pausa humana, com contacto, de verdade com o meu coração, com a minha experiencia de vida, leituras, viagens pelo mundo, na realidade, toda esta aparente loucura não me surpreende. Dou por mim,&nbsp; quando me apanho &#8221; desperta&#8221;, querendo ficar chocada com todos estes acontecimentos,&nbsp; que os experimento com tantas sensações,&nbsp; emoções e significados tão extremos. E me apanho indignada, crítica, impotente, triste e quando novamente dou espaço aparece,&nbsp; uma outra parte de mim que tenta dialogar comigo&nbsp; e pergunta &#8211; porque estás tão chocada e triste?</p>



<p>Decide de que queres formar parte e junta a melhor versão de ti. Passa da teoria filosófica da transformação&nbsp; e desenvolvimento pessoal para o “sentir” primeiro em ti por que isso é o urgente agora &#8211;</p>



<p>Estar com atenção sem demasiada tensão.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Abrir com mais qualidade o coração,&nbsp; mas&nbsp; não só para criar ou acolher as&nbsp; mensagens lindas que circulam e que recebes, mas para também acolher o absurdo,&nbsp; o louco, o sombrio, o incerto e também estar grata e ficar curiosa por poder ter contacto, porque isso é “Ser humano”.&nbsp;</p>



<p>Não sei como será o 2021. Se prevê também muito exigente. Por isso quero&nbsp; que as minhas partes todas possam dialogar para poder colocar mais coração, cabeça e corpo ao que for surgindo. Conseguirei sempre? Não !&nbsp;</p>



<p>Então comigo, terei que ver se consigo de novo pausar, negociar com as minhas partes e chegar a algum acordo.&nbsp; Acolher a minha perfeita imperfeição.&nbsp; Se não o faço comigo honestamente,&nbsp;como o poderei fazer convosco?</p>



<p>Meus votos não vão tanto em vos desejar o melhor. Lamento! Não tenho esse poder. Desejar é imaginar, não me implica, é muito abstrato, sai fora de mim, me parece muito longe. Vou tentar, sim, tomar a minha parte e tentar em cada encontro convosco, pelo canal&nbsp; que for,&nbsp; estar atenta, desde o meu lado humano, deixar ser tocada pelo vosso humano e tentar o encontro verdadeiro, seja para sorrir,&nbsp; chorar, ficar em silencio,&nbsp; achar que estamos em desacordo,&nbsp; mas estar grata por humanamente encontrar outro ser humano e ter essa experiência sem a espectativa ou a ilusão do controle do que idealizo que tem que ser.&nbsp;</p>



<p>Pretendo manter mais desperto o meu coração , minha mente e o meu corpo para o contacto humano convosco.&nbsp; É urgente Amar de verdade. Vou tentar com todas as minhas forças.&nbsp;</p>



<p>A história do ser humano também nos ensina que as crises são cíclicas e que são o prelúdio duma fase luminosa,&nbsp; creativa,&nbsp; com mais consciência,&nbsp; com vontade humana de reconstruir,&nbsp; inovar,&nbsp; reestructurar.&nbsp; Também asistiremos sem dúvida e o nosso coração e alma celebrará .&nbsp;</p>



<p>Já faltou mais.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Venha 2021. Estou .</p>



<p>Com Muito Amor.</p>



<p>Maria del Mar Cegarra Cervantes&nbsp;</p>
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		<title>A Construção e Reparação do Trauma</title>
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		<dc:creator><![CDATA[nucleodigital]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jan 2021 16:12:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[“Podemos dizer com confiança que a qualidade dos padrões de vínculo são os maiores preditores para a saúde ou resiliência mental. E isso explica, portanto, porque é que, diante do mesmo evento, uma pessoa responde de uma forma extrema e a outra com mais tranquilidade e assertividade”. O trauma é uma consequência da impossibilidade de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“Podemos dizer com confiança que a qualidade dos padrões de vínculo são os maiores preditores para a saúde ou resiliência mental. E isso explica, portanto, porque é que, diante do mesmo evento, uma pessoa responde de uma forma extrema e a outra com mais tranquilidade e assertividade”.</em></p></blockquote>



<p>O trauma é uma consequência da impossibilidade de regulação adequada, e apesar da pessoa ter sobrevivido, esse evento ou eventos deixaram muitos resíduos.&nbsp;</p>



<p>Muitas vezes as pessoas têm vontade de mudar, querem fazer coisas diferentes, querem entregar-se, querem confiar, só que o corpo é muito mais lento que a mente.&nbsp;</p>



<p>Mudar a mente não significa mudar o corpo, por outro lado mudar o corpo permite-nos mudar a mente. Porque muitas das sensações desagradáveis estão no corpo, ainda que a mente não as conheça ou sequer se lembre delas. Os traumas podem ocorrer em fases muito precoces da vida e por isso nunca se terem tornado sequer conscientes.</p>



<p>Os resíduos do medo precisam de fazer movimentos novos para se libertarem.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Ansiedade</strong></h4>



<p>Ao falar de trauma temos de falar também de ansiedade.&nbsp;</p>



<p>A ansiedade é um estado emocional relacionado com o medo do futuro.</p>



<p>A ansiedade manifesta-se em diversos graus de intensidade, mas no geral surge de um medo desproporcionado em relação a algo.&nbsp;</p>



<p>Ter medo não é mau e é normal ter medo de determinadas situações ou eventos futuros. Um exame, uma prova, uma entrevista de emprego, um encontro, etc.</p>



<p>Agora quando a ansiedade é desproporcional ao que estamos a viver começa a ser patológica e pode levar as pessoas a um estado muito desagradável que impede a qualidade de vida.</p>
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		<title>Sexualidade em psicoterapia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[nucleodigital]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jan 2021 16:00:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[“A excitação é a pulsação vital, uma pessoa deprimida tem falta de pulsão, falta de pressão, pode ter menos libido, ou ter uma libido disfarçada, mas não se sente viva na sua plenitude e a excitação é antes de tudo uma demonstração de vida”.  É um tema ainda pouco discutido ou olhado de forma pouco [&#8230;]]]></description>
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<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“A excitação é a pulsação vital, uma pessoa deprimida tem falta de pulsão, falta de pressão, pode ter menos libido, ou ter uma libido disfarçada, mas não se sente viva na sua plenitude e a excitação é antes de tudo uma demonstração de vida”. </em></p></blockquote>



<p>É um tema ainda pouco discutido ou olhado de forma pouco integradora e atualmente até poderia ser abordado sem repressão ou medo, mas embora as pessoas pareçam muito modernas ainda existem muitos tabus nesta área.</p>



<p>A formação em sexologia fala muito em disfunções sexuais e também em conceitos, a nível do que é a parte social, mas fica muito aquém de explorar o que é a vinculação, o afeto e tudo o que está ligado ao lado mais emocional, e estas vertentes são impossíveis de dissociar umas das outras.&nbsp;</p>



<p>A sexologia clínica é útil porque dá uma visão anatómica, orgânica e funcional muito importante que o psicólogo não tem. Mas com a necessidade de reconhecimento da área médica tornou-se muito funcional e os sexólogos, a não ser que também tenham formação em psicoterapia, focam-se muito nos sintomas, nas disfunções (ejaculação, penetração, patologia com dor, impotência, vaginismo, frigidez, transgénero, homossexualidade, consultas de casal) mas estes temas descontextualizados do todo tornam-se algo muito mecânico.&nbsp;</p>



<p>Porque se não se ajuda a “tratar” o problema respeitando a emoção que está por detrás dele fica só anatómico e funcional.</p>
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		<title>Medo e Liberdade nos Relacionamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[nucleodigital]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jan 2021 15:56:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[“Se um corpo teve um histórico de dificuldade, de sentido de não segurança, de indiferença, mau trato, negligência ou falta de amor, logicamente a forma como se construiu o que é seguro e o que é liberdade está comprometida”.   Todos estamos famintos de amor, porque de uma forma ou outra, recebemos de forma incompleta carinho, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“Se um corpo teve um histórico de dificuldade, de sentido de não segurança, de indiferença, mau trato, negligência ou falta de amor, logicamente a forma como se construiu o que é seguro e o que é liberdade está comprometida”.  </em></p></blockquote>



<p>Todos estamos famintos de amor, porque de uma forma ou outra, recebemos de forma incompleta carinho, atenção, respeito, reconhecimento.&nbsp;</p>



<p>Oscilamos entre o medo e a liberdade, no medo há lugares de nós que têm sombras, vulnerabilidades. E a proteger esse medo erguemos uma série de muros ou estruturas defensivas à nossa volta.&nbsp;</p>



<p>O ser humano tem duas pulsões opostas: &#8211; De um lado a liberdade, do outro o medo, com a função de auxiliar na sobrevivência. Quanto mais ignoramos o medo, mais ele cresce.</p>



<p>O medo é a falta de sentido de segurança. Quando perco a minha liberdade e entrego a minha identidade a alguma ideia, a uma pessoa, entrego o poder que tenho sobre mim de tomar as minhas decisões.&nbsp;</p>



<p>Fico dissociado da minha identidade interna, perco a sensação de que estou no meu corpo e faço este movimento para dentro. Então temos várias camadas e nem sempre é evidente que se têm medo. Às vezes as pessoas dizem, por exemplo, que parecemos calmos e na verdade estamos nervosos, elaboramos foi aquela máscara para sobreviver.&nbsp;</p>



<p>Insisto continuamente nesta ideia de medo e liberdade, porque eles têm uma importância enorme no tema da codependência.&nbsp; As máscaras que as pessoas criam para se defenderem podem não ser representativas das suas vulnerabilidades.</p>



<p>O quanto me é difícil identificar-me com as pessoas com quem me estou a relacionar, se me engancho na máscara e não vejo para além disso as antenas do meu corpo, para além dos sinais, posso viver no falso self.</p>



<p>Só vive constantemente à defesa quem não tem uma história de segurança nem de vínculos fortes, de bom suporte no núcleo familiar ou clã, e por isso não há uma perceção clara do que é ou não seguro.</p>
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		<title>Sonhos</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jan 2021 15:51:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[“O sonho recorda-nos de algum medo que nós temos na nossa vida e o que o sonho nos diz é: -tu tens de cuidar disso. E por isso as pessoas muitas vezes tem medo de fechar os olhos porque sabem que vão pensar em coisas que as preocupam e ao pensar nisso não vou descansar”.  [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“O sonho recorda-nos de algum medo que nós temos na nossa vida e o que o sonho nos diz é: -tu tens de cuidar disso. E por isso as pessoas muitas vezes tem medo de fechar os olhos porque sabem que vão pensar em coisas que as preocupam e ao pensar nisso não vou descansar”. </em></p></blockquote>



<p>Ao falarmos de sonhos devemos refletir qual a sua função e como eles nos podem ajudar no desenvolvimento pessoal e humano na vida como na clínica.&nbsp;</p>



<p>Abordar o tema dos sonhos de uma forma pessoal ou como psicoterapeutas é algo diferente.</p>



<p>Os sonhos ao longo dos anos já adquiriram papéis distintos, já foram sub e sobrevalorizados. Atualmente sabe-se que sonhar é uma função vital para o ser humano. Se colocarmos os sonhos ao nível da pirâmide das necessidades básicas, eles surgem como uma das primeiras, como algo necessário para a sobrevivência.</p>



<p>Isso quer dizer que um bom descanso envolve um bom sonhar, e cuidar do sono (que não se mede só pela quantidade de horas dormidas, até porque nem sempre elas representam qualidade) mas cuidar da higiene do sono pode representar um ganho e equilíbrio de saúde.&nbsp;</p>



<p>Devemos distinguir dormir de sonhar, porque efetivamente são movimentos diferentes, dentro do mesmo tema.&nbsp;</p>



<p>Os sonhos podem ser explorados na psicoterapia como uma base de diálogo para o nosso inconsciente se tornar consciente.</p>
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		<title>Confiança Pessoal e Confiança em Clínica</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2021 13:39:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[clínica]]></category>
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					<description><![CDATA[“Não são precisos muitos rituais para que a confiança exista. Não é sobre ter, é sobre ser! Eu para ter segurança alimento a crença que tenho que ter muitas coisas, quando na realidade a base da confiança não é ter, é o ser! E quanto mais sou… Menos preciso ter”. É interessante determo-nos na etimologia [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“Não são precisos muitos rituais para que a confiança exista. Não é sobre ter, é sobre ser! Eu para ter segurança alimento a crença que tenho que ter muitas coisas, quando na realidade a base da confiança não é ter, é o ser! E quanto mais sou… Menos preciso ter”.</em></p></blockquote>



<p>É interessante determo-nos na etimologia das palavras confiança &#8211; <em>com fiança</em>, ou seja, algo fiável, que dá uma garantia.</p>



<p>A confiança é bidirecional &#8211; eu dou e recebo, e assim me sinto completo e com sentido de segurança.&nbsp;</p>



<p>A confiança mais do que uma ideia abstrata é um estado e tem um aspeto profundamente somático, ou seja, a confiança para se identificar como tal tem de ser sentida.</p>
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		<title>Medo</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2021 12:58:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[medo]]></category>
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					<description><![CDATA[“Uma das coisas que as pessoas têm mais dificuldade em aceitar é em falar das causas do medo – mas a verdade é que quando se negam a falar sobre o tema sentem raiva, entram em negação. Recusam-se a falar de si, da sua história, porque contactar com a tristeza é muito difícil”. A um [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“Uma das coisas que as pessoas têm mais dificuldade em aceitar é em falar das causas do medo – mas a verdade é que quando se negam a falar sobre o tema sentem raiva, entram em negação. Recusam-se a falar de si, da sua história, porque contactar com a tristeza é muito difícil”.</em></p></blockquote>



<p>A um nível clínico, na psicologia, classifica-se o medo como uma emoção primária ou básica. Para além do medo, a alegria, a tristeza, o nojo, a surpresa e a raiva também fazem parte das emoções primárias.&nbsp;</p>



<p>O medo não é necessariamente um sentimento mau e não deve ser olhado como algo negativo, mas como necessário porque serve como um alerta do que pode ou não, ser perigoso.</p>



<p><strong>De que temos medo?&nbsp;</strong></p>



<p>Numa consulta em que identificamos o medo como uma emoção limitadora devemos explorar na anamnese do que a pessoa tem medo. De ser abandonada? De ser maltratada? De falhar?&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Como já referimos o medo não nasce do nada, mas sim de algo real que a pessoa viveu ou vive, ou de algo que construiu na mente.&nbsp;</p>



<p>Enquanto terapeutas devemos criar um vínculo seguro e a sensação de segurança com o paciente para então mergulhamos no problema. Deve-se, no entanto, abordar o medo na altura certa, porque é preciso que a pessoa esteja preparada para tal.</p>
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		<title>Relações Tóxicas</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Oct 2020 18:59:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Relação tóxica como o próprio nome indica é algo que envenena, que a pessoa nesse contato perde saúde emocional, liberdade, prescinde do seu potencial, e em alguns casos até se sente doente.&#160; É a síndrome psicossomática da pessoa se sentir “adoentada”.&#160; Há muitos graus de consciência e a mais primária é estar numa relação tóxica [&#8230;]]]></description>
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<p>Relação tóxica como o próprio nome indica é algo que envenena, que a pessoa nesse contato perde saúde emocional, liberdade, prescinde do seu potencial, e em alguns casos até se sente doente.&nbsp;</p>



<p>É a síndrome psicossomática da pessoa se sentir “adoentada”.&nbsp;</p>



<p>Há muitos graus de consciência e a mais primária é estar numa relação tóxica e fazer crer que não é uma relação que faz mal à pessoa mesmo que ela se sinta péssima. Porque os graus de necessidade misturados com os graus de desejo, levam a que as pessoas se iludam, contam-se histórias do que lhes está a acontecer.&nbsp;</p>



<p>As relações tóxicas acontecem em graus muito desconectados.</p>



<p>A toxicidade deste tipo de relações tem a ver com o tempo, se são curtas levam a uma resolução, desintoxicação e reparação. Se essa má experiência serve como um exemplo para não ter mais relações no futuro até pode ter sido válida e até ser estruturante.&nbsp;</p>



<p>Mas para falar de relações tóxicas temos de falar de caracterizar as pessoas com propensão para este tipo de relação.&nbsp;</p>
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		<title>A resiliência pessoal ou o poder transformacional das crises</title>
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		<dc:creator><![CDATA[nucleodigital]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Oct 2020 18:55:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[resiliência]]></category>
		<category><![CDATA[tranformação]]></category>
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<p>A palavra crise assusta as pessoas, mas a verdade é que a crise não tem de ser uma coisa negativa, a crise em si tem grande potencial transformador.&nbsp;</p>



<p>A crise é a possibilidade de contactar-nos com a nossa essência, um contato com o corpo e com a alma. Na realidade é uma emergência que nos ajuda a compreender as crises evolutivas.</p>



<p>Não é por acaso que nos momentos de grandes crises têm havido descobertas magnificas, casualidades ou o que lhe queiramos chamar.</p>



<p>É nas crises que as pessoas se deparam com o essencial. Com o que verdadeiramente importa.&nbsp;</p>



<p>O poder transformacional das crises é justamente a hipótese de mudar o rumo, de voltar ao âmago, ao que nós somos, esquecendo as interferências que vão surgindo.</p>



<p>A crise tem duas polaridades &#8211; o perigo e a oportunidade. Se ficamos no perigo a situação mete-nos medo, assombra-nos, podemos ficar colapsados, presos ao momento negativo.&nbsp;</p>



<p>Já a oportunidade surge quando tiramos um sentido da crise, porque às vezes há uma revelação, mas não é consistente. E mesmo quando tem sentido tem de haver consistência.&nbsp;</p>



<p>Mas pode ser uma grande oportunidade de mudar para melhor. Temos a história cheia de crises de onde surgiram grandes feitos.</p>
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